Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

"My Story" por Priscila Magalhães - Continuação

De volta ás histórias finalmente! Bem aqui vai da história da Priscila que vai elevando cada vez mais a barra...

Revejam a última parte aqui postada: http://seguidoresdestepheniem.blogs.sapo.pt/6083.html, para se recordarem e voltarem ao ritmo da história!

Não se esqueçam de comentar!

 

 

 

Senti um arrepio percorrer-me o corpo e, desta vez, era realmente devido ao frio. Levei as mãos ao cabelo e só nesse momento me apercebi que quando abandonei o abrigo que a paragem do autocarro me proporcionava, na transição para o autocarro, me esqueci de puxar o capuz que pendia nas minhas costas, fazendo com que a chuva me atingisse directamente na cabeça. O meu cabelo encontrava-se totalmente encharcado, caindo a direito em volta do crânio, e já me tendo pingado as calças de ganga que usava, provocando grandes círculos escuros sobre as coxas. Com a sorte que tinha, não secariam até à escola.

Assomou-me então um pensamento que me alarmou. Devido ao estado em que me encontrava quando entrei no autocarro, dirigi-me ao meu lugar sem reparar no pormenor mais importante, onde estaria ele sentado? A aflição atingiu-me tal qual uma flecha e baixei-me instintivamente. Eu estava a esconder-me? Que figura parva estaria a fazer. No entanto sabia não ter coragem para me reerguer, procurar e desiludir-me novamente quando me deparasse com uma atitude indiferente. Veio-me ao pensamento a recordação há pouco adquirida da sua expressão enevoada, que me era impossível de ler mas ainda mais de esquecer. Sabia, inconscientemente, que desejava poder vislumbrar uma vez mais o seu rosto e decifrar o seu olhar antes que me deixasse de ser possível, antes que ele saísse do autocarro e a minha única hipótese me fugisse, sem forma de a tornar a agarrar, como fumo que passa entre os meus dedos sem o conseguir reter, sem o conseguir impedir.

Tomada por uma coragem que não me era característica, voltei a distender o tronco lentamente, procurando, assim que me foi possível, pelo ser possuidor do olhar que me aqueceu gelando. Procurei em volta e o autocarro, devido às suas imensas paragens até ao fim do seu percurso, encontrava-se agora com bastantes lugares preenchidos, cerca de vinte, contei mentalmente. Procurei minuciosamente mas apercebi-me que não havia sinal dele. Tentei arranjar uma razão lógica para isso. Consequentemente, veio-me ao pensamento que o mais provável era ele já ter saído numa das muitas paragens que o autocarro já havia deixado para trás. Existindo uma razão lógica ou não, isso não me consolou. Perdi a minha oportunidade enquanto me encontrava agachada decidindo se iria voltar a sentar-me ou não. A minha pior atitude de sempre.

Cheia de lamentações, a única coisa que agora me restava era a lembrança do momento que à pouco mais de meia hora me enchera o peito de desejo. O olhar que nunca esquecerei. 

 

Continua...

publicado por Diana às 22:11

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3 comentários:
De M.r.M. a 9 de Setembro de 2009 às 17:13
Continua... que palavra mais triste. Não podias publicar mais um pouco, só mais um pouco? Plz??

Bem, adoro a tua escrita priscila. Mesmo muitos parabéns.
De M.V a 10 de Setembro de 2009 às 00:05
Bahhh, já consigo comentar! =D

Bem estou a adorar, cada vez mais... e concordo com oa
M.r.m, devias publicar mais um pouco... estou muito curiosa quanto a este rapazinho.

Continua*
Maria
De inês (vampiregirl) a 12 de Setembro de 2009 às 19:01
Devo concordar com os outros dois comentários... a tua história prende nos tanto que também estou curiosa...

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